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Produza sua própria tinta - Têmpera a ovo


Podemos considerar como têmpera qualquer tinta em que o pigmento é dissolvido em água e algum tipo de cola, como podemos perceber em algumas marcas de tinta guache. Com o passar do tempo esse nome passou a designar uma tinta feita à base de ovo.

A técnica da têmpera já é conhecida desde a Grécia antiga e foi muito utilizada na Europa da Idade Média. Neste período os artistas pintavam, principalmente retábulos, que eram painéis em madeira ou afrescos na decoração de paredes geralmente com motivos religiosos.

"O Nascimento da Vênus" 1485, têmpera sobre tela, 172,5x278,5 cm. Galleria degli Uffizi, Florença.
Durante muito tempo as tintas foram produzidas artesanalmente, de forma semelhante á têmpera. Somente no século XIX é que começaram a aparecer as tintas industrializadas que encontramos em papelarias, supermercados, etc.

Para produção de uma tinta necessitamos de três componentes básicos:

1 - Veículo: É a substância que "cola" o pigmento da superfície;
2 - Pigmento: Substância que serve para dar cor á tinta, e;
3 - Solvente: é o que vai regular a espessura dessa mistura.

Não vamos esquecer do termo suporte, que serve para designar a superfície a ser pintada.

Então mãos à obra e vamos produzir nossa tinta. Vamos precisar de:

1 ovo
Colher
Garfo
Detergente
Pigmento
Recipiente

1 - Em um recipiente bata um ovo com garfo até que a clara e a gema fiquem completamente misturados de forma homogênea.
2 - Acrescente uma colher de água e bata mais.
3 - Adicione entre 5 a 10 gotas de detergente e bata mais. O detergente ajudará a tirar o cheiro ruim do ovo, bem como possibilitará uma durabilidade maior à tinta. Se você tiver acesso pode utilizar também o óleo de cravo, que é difícil de encontrar, mas é um ótimo fungicida.

Até aqui você já fez a base de sua tinta, vamos agora dar cor.

4 - Reserve em outro recipiente umas 10 gotas de pigmento líquido, ou uma colher de chá de pigmento em pó.
5 - Adicione 2 colheres da mistura do ovo e mexa até ficar tudo misturado.
6 - Divirta-se com a tinta que você produziu.

É interessante que você teste a tinta antes de começar a pintar. Pinte um pouco em uma folha de papel e perceba a intensidade da tinta, pode ser que você precise de mais pigmento.

Há algumas outras receitas para fazer a têmpera. Essa é a mais simples.

Se você quiser uma têmpera com melhor qualidade pode fazer utilizando somente a gema do ovo, passando-a de uma mão para outra, deixando a clara escorrer.


Depois que separar a gema fure-a, com um palito, de forma a retirar a pele da gema.

O resto você já sabe. Pode continuar como indicado nos passos acima.


Espero que tudo tenha saído bem e você já esteja se divertindo com sua tinta.

Para construção deste artigo contei com a ajuda de:
Arte pelo mundo
Arte em questão
Educação de crianças



Papel machê de forma simples, rápida e descomplicada


Uma das receitas básicas para modelagem de diversos objetos artesanais, como vasos, máscaras e bonecos é com o uso do papel machê. O papel machê é uma massa muito simples e fácil de fazer, que é obtida com uma mistura de papel umedecido em água, juntamente com cola.

E esta massa que é produzida pelo papel machê é bem maleável, permitindo assim a modelagem de vários objetos, que depois de secos, se tornam lindas peças, que podem ser lixadas e pintadas com muita criatividade e liberdade.

Origem do papel machê

O papel machê foi criado pelos chineses há mais de 2 mil anos atrás, onde posteriormente foi levado para Europa, onde era utilizado para produção de objetos de decoração, em países como França e Inglaterra. E foi na França que surgiu seu nome, papier mâché, que significa papel picado, amassado e esmagado.

O papel machê também foi bastante utilizado na Itália, para produção de máscaras de carnaval, e até uma igreja foi construída com papel machê, na Noruega, e esta obra durou 37 anos em perfeitas condições de conservação, sendo posteriormente demolida.

Dicas para fabricar papel machê

Abaixo separamos as dicas para produzir papel machê em casa:

1. Pegue um jornal (ou outro pedaço de papel) e pique-o todo em tiras bem fininhas;

2. Mergulhe o jornal em uma bacia com água (2/3 de água para cada 1/3 de papel picado), e deixe o papel de molho de um dia para o outro;

3. No outro dia, esfarele e amasse o jornal úmido com as mãos, para que ele se torne uma massa homogênea;

4. Faça pequenas bolas de massa com as mãos, ou dentro de uma toalha de pano, e aperte bem para retirar todo excesso de água;


5. Coloque toda massa seca em uma vasilha, amasse para esfarelar e adicione cola branca (30 g de cola para cada 500 g de papel);

6. Mexa bem a mistura com as mãos, até que a cola fique bem aderida ao papel amassado;

7. E pronto você já tem papel machê para soltar toda sua criatividade no artesanato.


Encontrei esse vídeo da Sonia Sutton no Youtube que explica de forma fácil como fazer o papel machê. É só assistir e aprender.


Fonte: Artesanato e reciclagem

Visite museus virtuais pelo mundo

Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer
Quantos museus você já visitou?

Sabia que os museus tem uma grande importância em nossa sociedade? Através deles podemos manter um relevante patrimônio histórico e cultural das nações, dos povos. Temos também a oportunidade de estudar e analisar a arquitetura e os modelos artísticos de diferentes épocas.

Pesquisando na internet, encontrei no site do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) que temos, no Brasil, mais de 3.200 instituições museológicas mapeadas pelo Cadastro Nacional de Museus (CNM). O resultado deste mapeamento pode ser encontrado em duas publicações, saiba mais neste artigo no site o Ibram.

Para que vocês conheçam melhor um museu, listarei, abaixo, a lista de alguns museus virtuais que encontrei no site Livros e Afins, alguns são curiosíssimos.

Além desta lista, acesse aqui o Google Art Project, um site mantido pelo Google em colaboração com museus espalhados por diversos países. Utilizando tecnologia do Street View, o site oferece visitas virtuais gratuitas a algumas das maiores galerias de arte do mundo. Ao "transitar" pelas galerias, é possível também visualizar imagens em alta resolução de obras selecionadas de cada museu.

Visitar este museus digitais é, sem dúvida, muito bom, mas quando for viajar, passear, reserve um tempinho e visite um museu. Será uma experiência única.

Masaccio

Masaccio foi o primeiro grande pintor da Renascença Italiana, cujas inovações no uso da perspectiva científica inaugurou a era moderna da pintura. Teve uma vida muito curta, morrendo antes dos 27 anos. Parece que veio à Terra em uma missão, deixou o seu recado e partiu.
Masaccio, Tribute Money, 1427, fresco (Brancacci Chapel, Santa Maria del Carmine, Florence)
Tommaso di Giovanni di Simone Cassai recebeu o apelido de Masaccio somente no Século XVI por seu biógrafo Giorgio Vasari (1511-1574), também pintor, e que pode ser traduzido como "descuidado" ou "desligado". Esse apelido deve-se ao seu jeito distraído das coisas do mundo, seu descuido com a aparência pessoal e negligência, apesar de sua boa índole.

Nasceu em 31 de dezembro de 1401 em Castel San Giovanni (hoje San Giovanni Valdarno), próximo à Florença, Itália. Foi um importante pintor florentino da Renascença cujos afrescos da Capela Brancacci da Igreja de Santa Maria del Carmine, em Florença ( c. 1427) permaneceu influente ao longo do Renascimento. No espaço de apenas seis anos, Masaccio transformou radicalmente a pintura florentina e ajudou a criar muitas das principais bases conceituais e estilísticas da pintura ocidental.

Tinha um estilo próprio, mas sofreu forte influencia do arquiteto Brunelleschi e do escultor Donatello, ambos contemporâneos seu em Florença. De Brunelleschi ele adquiriu um conhecimento da proporção matemática, crucial para o seu desenvolvimento na perspectiva científica. De Donatello ele absorveu o conhecimento da arte clássica.

A Expulsão do Paraíso
Masaccio - 1424/1427
Afresco - 208 x 88 cm
Masaccio inaugurou uma nova abordagem naturalista da pintura, menos preocupado com detalhes e ornamentação do que com simplicidade e unidade, menos com superfícies planas do que com a ilusão de tridimensionalidade. Juntamente com Brunelleschi e Donatello, Masaccio, foi um dos fundadores do Renascimento.

Como teve uma vida curta, apenas quatro obras, sem dúvida, atribuíveis a Masaccio restaram, embora muitas outras, no todo ou em parte, lhe foram atribuídas. Todas as suas obras são de natureza religiosa, retábulos ou afrescos em igrejas. O mais antigo, um painel, a Madonna com St. Anne (cerca de 1423, Uffizi, Florença), mostra a influência de Donatello em suas texturas de pele realistas e formas solidamente arredondadas. O afresco Trinity (c. 1425, Santa Maria Novella, em Florença) usou a perspectiva completa pela primeira vez na arte ocidental. Sua retábulo para Santa Maria del Carmine, Pisa (1426), com o seu painel central da Adoração dos Magos (agora no Museu Staatliche, Berlim), era uma versão simples, sem adornos de um tema que foi tratado por outros pintores em uma forma mais decorativa, ornamental. A série fresco para a Capela Brancacci em Santa Maria del Carmine, Florença (cerca de 1427) ilustra outra de suas grandes inovações, o uso da luz para definir o corpo humano e suas cortinas. Nestes afrescos, ao invés de cenas com luz uniforme plana, pintou-los como se eles fossem iluminados de uma única fonte de luz, criando, assim, um jogo de luz e sombra (chiaroscuro), que lhes deu uma natural, realista qualidade não conhecida, até então, naquela época. De todos os seus afrescos, O Dinheiro do Tributo e A Expulsão do Paraíso são consideradas suas obras-primas.

A obra de Masaccio exerceu uma forte influência sobre o curso da arte florentina mais tarde e, particularmente, sobre a obra de Michelangelo.

Masaccio morreu na cidade de Roma, Itália, em 1427 ou 1428.

Você pode encontrar mais informações nas fontes que me auxiliaram na construção deste artigo. Veja os sites abaixo:

Pitoresco
Web Gallery of Art (em inglês)
Encyclopedia Britannica (em inglês)


Fra Angelico

Fra Angelico foi um importante pintor italiano, considerado por muitos estudiosos da História da Arte como um dos precursores da pintura renascentista. Era tratado por Ruskin "não como um artista propriamente dito, mas um santo inspirado".
"Anunciação" - Fra Angelico
Pinturas para Armadio degli Argenti, 1450
Têmpera sobre madeira, 38,5x37 cm
Museu de São Marcos, Florença
Nasceu em Mugello no ano de 1387 e recebeu o nome de Guido di Pietro, mas ficou conhecido a maior parte de sua vida como Fra Giovanni, nome que ele escolheu quando entrou no convento dominicano de Fiesole aos vinte anos de idade, em 1407.

Provavelmente recebeu parte de sua formação artística sendo discípulo de Lorenzo Monaco, um dos principais pintores de Florença, onde aprendeu a técnica da iluminura. Com esta técnica trabalhou como iluminador de missais e outros livros religiosos, mas seu talento apareceu em um período posterior, quando começou a pintar retábulos e outros painéis, assinando o seu primeiro trabalho, o Retábulo dos Linaioli, em 1433, quando já teria mais de 45 anos.
"Crucificação e Santos" - Fra Angelico"
1441-2, afresco, 550x950 cm
Convento de São Marcos, Florença
Entre suas obras principais estão o Retábulo da Madona, em Perugia, a Coroação da Virgem Cercada por Anjos Músicos (Louvre, Paris), o Cristo Cercado de Anjos, Patriarcas, Santos e Mártires (National Gallery, Londres); a "Anunciação" (Prado, Madri), e o Juízo final (Galeria Nacional, Roma).

"Sepultamento de São Cosme e São Damião" - Fra Angelico
1438-40, têmpera sobre madeira, 37x45 cm
Museu de São Marcos, Florença
Em 1436 alguns dos frades dominicanos de Fiesole mudaram-se para o convento de San Marco, em Florença, que havia sido recentemente reconstruído por Michelozzo. Angelico, às vezes auxiliado por assistentes, pintou muitos afrescos para o claustro, sala capitular, e entradas nos corredores superiores. Os mais impressionante deles são Crucificação, Noli Me Tangere, e Transfiguração. Em 1445, Angelico foi chamado a Roma pelo papa Eugênio IV para pintar afrescos da Capela, agora destruída, do Sacramento, no Vaticano. Em 1447, com seu aluno Benozzo Gozzoli, pintou afrescos para a catedral de Orvieto. Suas últimas obras importantes, foram afrescos para a capela do Papa Nicolau, no Vaticano, provavelmente pintada em parte pelos seus assistentes.

Angelico morreu em Roma, e foi sepultado na igreja de S. Maria sopra Minerva, onde ainda existe sua lápide. Seu aluno mais importante foi Benozzo Gozzoli e ele teve uma influência considerável na pintura italiana, pintou vários retábulos, bem como afrescos. Podemos encontrar vários exemplos notáveis ​​no museu S. Marco.

Angelico combinou a influência do elegantemente decorativo estilo gótico internacional de Gentile da Fabriano com o estilo mais realista dos mestres da Renascença como o pintor Masaccio e os escultores Donatello e Ghiberti, os quais trabalharam em Florença. Angelico também estava ciente das teorias de perspectiva propostas por Leon Battista Alberti.

As representaçôes das expressões faciais e o uso da cor para aumentar a emoção são particularmente eficazes. Sua habilidade em criar figuras monumentais, representando movimento, e sugerindo espaço profundo através do uso da perspectiva linear, especialmente nos afrescos romanos, define Fra Angelico como um dos primeiros pintores do Renascimento.

Se você quiser conhecer mais sobre este artista e suas obras, dê uma olhada nos sites abaixo, os quais me orientaram para escrever este artigo.

The Metropolitan Museum of Art (em inglês)
InfoEscola
Aula de Arte (muitas imagens de obras do artista)
Web Gallery of Art (em inglês)
Vidas Lusófonas